Assembleia lança projeto de vitrines de barraginhas para conservação de água e solo
Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) lançou, nesta terça-feira (26/5/26), o projeto Construção de Barraginhas e outras Práticas Mecânicas de Conservação de Água e Solo. A iniciativa integra o Plano Legislativo de Articulação e Monitoramento de Ações Relacionadas à Crise Climática para acompanhar e estimular ações de enfrentamento em Minas Gerais.
Além das barraginhas, que funcionam como pequenas bacias escavadas para captar e infiltrar água da chuva, o projeto prevê práticas como terraceamento, proteção de matas ciliares e topos de morro e adequação ambiental de estradas vicinais.
Os municípios que sediarão as unidades demonstrativas, chamadas de vitrines de barraginhas, são Mirabela (Norte de Minas), Periquito (Rio Doce) e Virgem da Lapa (Jequitinhonha).
O projeto das barraginhas será desenvolvido em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o Sistema Faemg Senar e a Associação Mineira de Municípios (AMM).
Cada unidade demonstrativa terá custo aproximado de R$300 mil. Os recursos são provenientes do Programa de Conversão de Multas Ambientais (Pecma), criado após a regulamentação da Lei 24.944, de 2024, de iniciativa da ALMG.
A legislação permite que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada a projetos de preservação, recuperação e melhoria ambiental em Minas Gerais.

Mobilização comunitária é fator fundamental
O engenheiro agrônomo da Embrapa Luciano Cordoval é responsável pela difusão da técnica das barraginhas pelo país. O modelo foi criado por ele há mais de 40 anos e durante o lançamento, o pesquisador afirmou que a principal força da iniciativa está no envolvimento das comunidades rurais.
Barraginhas proporcionam captação de água no semiárido
Barraginhas são pequenas bacias construídas para captar a água da chuva, especialmente em regiões áridas e semiáridas. Elas ajudam a reter a água no local onde a chuva cai, facilitando sua infiltração no solo. Com isso, reduzem enxurradas e processos erosivos, além de favorecer a recuperação hídrica.
As vitrines de barraginhas funcionam como unidades demonstrativas dessas práticas. A proposta é incentivar municípios, produtores rurais, sindicatos, cooperativas e associações a adotarem práticas de conservação de água e solo.
Entre os benefícios esperados, estão a recarga do lençol freático, o aumento da disponibilidade de água em poços e cisternas, a redução da erosão e do assoreamento de rios, a manutenção da umidade do solo por mais tempo, a recuperação de nascentes e pequenos córregos, o apoio à irrigação e à criação de animais e a melhoria da produção agrícola e das condições de vida no campo.

